O Dia Mais Curto terminou, mas regressará em 2026!

de Fio Condutor

Balanço de uma celebração nacional do cinema de curta-metragem.

Em Dezembro de 2025, O Dia Mais Curto voltou a afirmar-se como uma das mais abrangentes e inclusivas iniciativas de promoção do cinema de curta-metragem em Portugal, com uma programação que se estendeu por Portugal Continental e ilhas, levando o cinema a públicos diversos, em múltiplos contextos e territórios. Nesta edição, a iniciativa traduziu-se em 121 sessões, realizadas em 49 localidades, envolvendo 67 entidades exibidoras e associadas, e alcançando mais de 4.000 espetadores. Para além das sessões regulares, destacaram-se 3 sessões especiais, dirigidas a públicos específicos nas cidades Porto e Lisboa, bem como a presença do O Dia Mais Curto em programas televisivos e outras plataformas de difusão, ampliando significativamente o alcance da iniciativa.

O balanço quantitativo confirma a dimensão nacional do projeto, mas é sobretudo o seu impacto social e cultural que reforça a pertinência de O Dia Mais Curto. Ao longo do mês de Dezembro, o cinema de curta-metragem revelou-se um instrumento de acesso à cultura, de encontro entre comunidades e de estímulo à reflexão, promovendo o contacto com obras cinematográficas contemporâneas, nacionais e internacionais, em contextos formais e informais de exibição.

 

 

A diversidade de públicos alcançados — desde crianças e jovens em contexto escolar, passando por comunidades locais, até públicos em situação de maior isolamento, como os estabelecimentos prisionais — sublinha o papel do cinema enquanto ferramenta de inclusão, diálogo e partilha. O Dia Mais Curto demonstrou, uma vez mais, que o formato curto possui uma extraordinária capacidade de adaptação e proximidade, permitindo que histórias, olhares e experiências circulem de forma acessível e significativa.

Este projeto só foi possível graças ao envolvimento e à colaboração de uma vasta rede de parceiros. A organização agradece, de forma muito especial, a todas as escolas, cineclubes, municípios, associações culturais, cinemas, canais de televisão, parceiros de divulgação, financiadores, plataformas de streaming e estabelecimentos prisionais que acolheram e dinamizaram sessões de O Dia Mais Curto. Um reconhecimento igualmente essencial é dirigido aos realizadores, produtores e profissionais do cinema que confiaram as suas obras à iniciativa, permitindo que estas chegassem a tantos ecrãs e espetadores.

 

 

O Dia Mais Curto 2025 reafirma, assim, a relevância das políticas de mediação cultural e descentralização da oferta cinematográfica, demonstrando que o cinema de curta-metragem continua a ser um espaço privilegiado de descoberta, diversidade e participação cívica. Mais do que um evento, O Dia Mais Curto consolida-se como um projeto coletivo, sustentado pela cooperação e pela convicção de que o acesso à cultura é um pilar fundamental de uma sociedade mais informada, crítica e inclusiva.

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