Crítica | Romería (2025)
Um belíssimo desabrochar cinematográfico pleno de liberdade e intencionalidade.
Um belíssimo desabrochar cinematográfico pleno de liberdade e intencionalidade.
François Ozon conjura uma homenagem fiel e sentida à palavra de Camus, nunca a desvirtuando mas adaptando-a às sensibilidades modernas.
Apenas Park Chan-wook consegue criar uma obra profundamente humanista sobre matar pessoas.
Um filme sobre quebrar ciclos e trauma geracional, sobre as consequências imprevisíveis que esperam quem foge do seu passado.
Leonie Benesch é extraordinária e merecia o mundo por tudo o que nos faz sentir por este ser humano.
As atuações são o ponto mais sólido do filme: a novata Mélissa Boros impressiona pela entrega e pela forma como se relaciona com as restantes personagens.
Na sua primeira longa-metragem atrás das câmaras, Lilja Ingolfsdottir volta a comprovar a apetência nórdica para explorar o trauma humano.
Consegue criar uma boa sensação de desconforto e até roubar um sorriso.
Determinado em colocar o dedo na ferida em relação aos direitos animais.