“A Mulher que Morreu de Pé”, filme sobre Natália Correia, estreia em Setembro

A Mulher que Morreu de Pé (2024), de Rosa Coutinho Cabral

A Mulher que Morreu de Pé, ensaio visual sobre Natália Correia, estreia nas salas de cinema portuguesas a 11 de Setembro. Realizado por Rosa Coutinho Cabral, este filme recebeu o prémio de Melhor Documentário da Competição Nacional do Porto Femme.

A Mulher que Morreu de Pé (2024), filme realizado por Rosa Coutinho Cabral, estreia nas salas de cinema portuguesas a 11 de Setembro. Mais do que um documentário, este filme é um ensaio poético e ficcionado, que convoca atores, amigos e testemunhos para revisitar Natália Correia (1923-1993), figura incontornável da liberdade de pensamento e criação em Portugal, antes e depois do 25 de Abril.

Com a participação de Lídia Franco, Soraia Chaves, Joana Seixas e João Cabral, entre muitos outros, A Mulher que Morreu de Pé é uma viagem pelas múltiplas facetas de Natália Correia – poeta, cronista, dramaturga, editora, feminista, política, e provocadora – a partir do enorme arquivo da autora e de lugares onde ainda ecoa a sua ausência. 

A realizadora Rosa Coutinho Cabral procura não apenas reconstruir uma memória, mas reencontrar uma mulher movida pela liberdade, profundamente ligada à sua “açorianidade” e a uma ideia radical de poesia como gesto político.

“Intensificando relações semânticas entre planos da peça, do filme e os materiais do grande arquivo Natália Correia: fotografias, imprensa, crónicas, teatro, obra ensaística e poética… O que me interessou foi suspender o intervalo entre imagens-retratos, sons-retratos, poemas-retratos e decantar uma persona dramatis que a morte não derruba: fica para sempre entre nós.”, afirma a realizadora.

A Mulher que Morreu de Pé (2024), de Rosa Coutinho Cabral

Entre castings de atores, materiais de arquivo, poemas e testemunhos, o filme tenta não encerrar Natália Correia numa narrativa fixa, pelo contrário, deixa-a viver em toda a sua complexidade.

 A Mulher que Morreu de Pé teve estreia na última edição do Olhares do Mediterrâneo e desde então tem sido exibido em vários festivais como o Porto Femme 2025, onde venceu o prémio de Melhor Documentário da Competição Nacional.

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