Mãos No Fogo (2024)
Não há como negar o excelente trabalho de cenografia e fotografia, assim como a brilhante interpretação de Rita Durão que justificam, por si só, este estudo sobre verdade, cinema e o mal que escondemos em cada um de nós.
Não há como negar o excelente trabalho de cenografia e fotografia, assim como a brilhante interpretação de Rita Durão que justificam, por si só, este estudo sobre verdade, cinema e o mal que escondemos em cada um de nós.
Joga-se um prolongado jogo de ping pong na nossa mente sobre o que reside na linha ténue entre o que é e o que não é dito, e no final quem ganha somos nós.
Realizou-se, no dia 5 de Junho, a 9ª Edição dos Encontros do Cinema Português nos Cinemas NOS Vasco da Gama. Foram apresentados cerca de 47 projectos de produção portuguesa.
Mantem quase sempre um equilíbrio perfeito entre o terror surrealista e a comédia do desconforto.
Como já se tinha visto na primeira parte desta nova versão, a sua maior vitória é o facto de jogar com as expectativas do que se conhece de anteriores versões da obra e subverte-las com twists inesperados.
A ideia da estrela de ação feminina, que consegue defender-se e lutar mano a mano com os homens, e fá-lo sempre em roupas minúsculas, de forma sexualizada, é aqui perspicazmente subvertida.
Os traços irregulares, as cores garridas e o design caótico e irreverente, são impossíveis de resistir tanto para os eternos fãs das Tartarugas Ninja como para os amantes da arte da animação.
Aposto na Betclic que este Pôr do Sol: O Mistério do Colar de São Cajó será um sucesso estrondoso e, possivelmente, o filme português mais visto do ano.
Este é dos melhores blockbusters do ano e merece ser visto numa sala de cinema, em todo o esplendor das suas falhas e da sua grandeza.