Ruído – Minissérie (2025)
Nunca deixa de ser uma série de comédia pura, porém, camufla um grito de paz.
Nunca deixa de ser uma série de comédia pura, porém, camufla um grito de paz.
Mais um excelente cartão de visita para Tiago Pimentel, num possível renascimento do cinema comercial português.
Uma bonita e afável representação de algo tão brutal como os problemas com a saúde mental e o seu impacto no corpo físico.
Um mosaico de “still life” do povo português antes, durante e após a revolução dos cravos.
Uma ode à Portugalidade e ao animal que, concluímos no final, poderá mesmo ter origem alienígena.
É um intrincado tratado sobre a escravatura, dos pecados coloniais portugueses e, acima de tudo, uma homenagem aos muitos anónimos que perderam a vida em São Tomé e Príncipe.
Cada vez mais, no mundo actual, estamos a um passo do apocalipse nuclear. Vivemos num clima de guerra em que basta…
Não há como negar o excelente trabalho de cenografia e fotografia, assim como a brilhante interpretação de Rita Durão que justificam, por si só, este estudo sobre verdade, cinema e o mal que escondemos em cada um de nós.
Uma viagem complexa que desafia o espectador nas suas noções adquiridas de espaço, tempo e cinema, oferecendo uma recompensa que perdura, e muito, na memória.