Texas Chainsaw Massacre (2022)

de Antony Sousa

Não é uma novidade que tentar fazer renascer uma saga, que foi proporcionando filmes piores a cada sequela ou prequela, dá muitas vezes mau resultado. Mas é sempre penoso ter que confirmar que se investiu para enterrar a “marca” Chainsaw ao invés de recuperar as sensações da origem dos filmes do assassino em série da motosserra.

50 anos depois do terror ter assombrado o Texas, um grupo de jovens, com o intuito de modernizar e fazer render uma vila abandonada, acaba por se envolver num pesadelo sem fim com ligação a esses acontecimentos já esquecidos.

Vamos directos ao assunto: o acting é sofrível, as cenas não respiram e os diálogos parece terem sido escritos no Google tradutor de finlandês para inglês. As personagens têm motivações convenientes para a intenção do enredo, mas desligadas de nexo. A edição é inconsistente e a colagem de cenas, muitas vezes, não tem sentido. Além disso, o argumento tenta desesperadamente incluir temas como racismo e anti-armas ao barulho, desrespeitando a relevância dessas causas pela forma fútil e ignorante com que são tratadas.

A realização e banda-sonora não trazem nada de novo. Visualmente, é um filme banal que não usa nenhum elemento que salte à vista e salve minimamente o desastre. Existe uma falta de subtileza nos supostos momentos de suspense, aliada a um gore básico, que é gritante. As decisões das vítimas são erráticas e de um clichê levado ao extremo da ausência de inteligência.

A aparência de Leatherface é mais risível do que assustadora. É difícil não reparar nas diversas incongruências relativas à agilidade, força, e velocidade do assassino. Mas ainda assim, infelizmente, este não me parece ser daquele tipo de filmes que é bom de tão mau. É só mesmo muito fraco.  

Um minuto de silêncio em memória do parágrafo reservado para os pontos positivos de Texas Chainsaw Massacre (2022).

Fujam deste filme como se ele fosse, efectivamente, um homem de 2 metros com uma serra eléctrica na mão, com intenção de vos cortar aos pedacinhos. Consciência tranquila quanto ao serviço que vos posso prestar depois te ter visto este massacre ao cinema. Para quem persistir na vontade de o ver, os meus pêsames.

0.5/5
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1 comentário

Juliana Batalha 18 de abril, 2022 - 15:17

Best review!

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