A 14.ª edição do Family Film Project regressa ao Porto

de Fio Condutor

O Family Film ProjectFestival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia – regressa ao Porto entre 14 e 18 de Outubro de 2025, com sessões e atividades a decorrer no Batalha Centro de Cinema, Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto, Galeria Nuno Centeno, Coliseu Porto Ageas e Passos Manuel. Este ano o festival apresenta uma nova identidade visual, assinada pelo estúdio Macedo Cannata. Mantendo-se fiel aos seus territórios – memória, arquivo e etnografia.

O foco desta edição é o cineasta americano Jay Rosenblatt, figura central do cinema experimental e de arquivo contemporâneo, duas vezes nomeado ao Óscar e autor de mais de trinta filmes ao longo de três décadas. O festival apresenta uma seleção de 17 curtas-metragens do realizador, realizadas entre 1990 e 2025, a par de uma conversa entre Rosenblatt e a investigadora Jaimie Baron, uma das principais referências nos estudos sobre memória e arquivo.

How Do You Measure a Year (2022), de Jay Rosenblatt

Na secção competitiva, serão apresentados 22 filmes em competição, oriundos de 18 países, organizados nas duas áreas temáticas habituais: “Vidas e Lugares” e “Memória e Arquivo”. Serão atribuídos três prémios, patrocinados pelo Canal 180 e pelo Café Belíssimo, cujos vencedores serão selecionados por um júri formado por Fátima Vieira, Paula Miranda e Raquel Scheffer.

A programação paralela inclui três masterclasses no Batalha Centro de Cinema: Jaimie Baron apresenta Archival Anticipations; a cineasta Firouzeh Khosrovani conduz Family Portrait: Uncovering Hidden Narratives, seguida da exibição do seu filme Radiograph of a Family (2020); e o artista multimédia Mohammad Salemy apresenta Computational Contemplation: Cinema in the Eyes of AI, em articulação com a sua vídeo-instalação The Burg of Babel (2017-2024), em exibição na Galeria Nuno Centeno.

O Private Collection regressa à Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto no dia 14 de Outubro, propondo um ciclo de performances que questiona a relação entre performance e arquivo. Nesta edição, apresenta três criações originais: Urbino de Deeogo Oliveira, Rue Rosa Bonheur de Emídio Agra e Miscelânea de Angélica Salvi, num percurso que atravessa diferentes espaços da Casa Comum – Laboratório de Química, Biblioteca e Salão Nobre.

O programa expositivo estende-se a outros espaços: a vídeo-instalação Almakina, de Luísa Sequeira, estará patente no Passos Manuel; e a exposição fotográfica Pausas e Assobios, de Mariana Caló e Francisco Queimadela no Coliseu Porto Ageas – Lounge Ageas.

In Her Shoes (2017), de Maria Iovine

No dia 15 de Outubro, o festival apresenta também uma sessão especial em colaboração com o festival italiano Unarchive Found Footage Film Fest, exibindo quatro filmes que exploram diferentes usos criativos de imagens de arquivo: Superheroes without Superpowers (2018), de Beatrice Baldacci, Lo chiamavano Cargo (2019), de Marco Signoretti, In Her Shoes (2017), de Maria Iovine, e Bluescreen (2017), de Alessandro Arfuso e Riccardo Bolo.

Outra novidade é o cine:memória | arquivo em movimento, projeto que reúne e preserva filmes caseiros e de arquivo pessoal através de uma open call permanente. Concebido como arquivo vivo, promove a reinterpretação destes materiais em residências, curadorias e investigações, reforçando o papel do festival como plataforma internacional de reflexão em torno da memória e do arquivo.

O Family Film Project volta ainda a abrir espaço para os mais novos com o workshop Histórias que Brilham, dirigido pela cineasta e artista visual Tânia Dinis.

Todas as sessões de cinema e masterclasses terão lugar no Batalha Centro de Cinema.

Mais informações em: Family Film Project.

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